sábado, 19 de fevereiro de 2011

Visão

Você viu e já gostou sem nem experimentar.

Experimentou e não gostou. Mas gostou do que viu. Um ponto.

Ignora o fato de ser ruim, e continua gostando porque acha bonito. Não porque gosta.

Mas também pode ser o contrário. Normalmente é assim.

Defendo isso: não dá pra julgar uma coisa pela aparência, nem um belo ser pelo rosto.

Na verdade, os mais bonitos são os de gosto azedo. Ou de gosto nenhum.

Falo aí de pessoas. Preconceito - talvez.

Mas é normal o que é atraente aos olhos, seja vazio pro lado de dentro.

Não só pela conversa sem nexo, sem nada à acrescentar. Mas muito também pela falta de ação.

Não é prepotência achar que a grande maioria não entende bolhufas do que você fala. É a verdade. Sei lá porque diabos, andei em uns lugares, li e vi coisas que os demais não foram, não leram. Não viram. E estavam bem ali, e mesmo assim só eu fui.

E cá estou. Eu e meu computador. A porta de acesso para o mundo que não vejo pela janela. E mesmo com tudo isso, falta alguma coisa. Falta alguém. Alguém que saiba falar, ouvir. Agir que seja. Alguém que viva. E não rasteje como todo mundo, indo para o mesmo lugar.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Sala

A porta está aberta.

Entra quem quiser. Se “achega”, toma algo. Joga uma conversa fora, deixa algo em troca.

Mas não garanto que fique.

Pra isso, existe muito mais.

Desafios motivam e muito a permanência. Provoca. Instiga a correr atrás.

Tem, é claro, seu tempo.

A hora que percebo se vale a pena.

Penso no tempo e também nos gastos. Se no final do balanço o saldo for positivo, me arrisco. Se não, passo à diante.

O bom nisso é saber o quanto você se entrega, o quanto sabe que vai pagar.

Uma questão de análise.

Não é insensibilidade, é lógico.

Você sabe o que te atrai e o que te afasta de alguém, não tem segredo. O lance é utilizar isso a seu favor. Evita tropeços e sofrimentos desnecessários.

Toque

Ando angustiada demais, meu amigo, palavrinha antiga essa, angústia, quase duas décadas de convívio cotidiano, mas ando, ando, tenho uma coisa apertada aqui no meu peito, um sufoco, uma sede, um peso, não me venha com essas história de atraiçoamos-todos-os-nossos-ideais, nunca tive porra de ideal nenhum, só queria era salvar a minha, veja só que coisa mais individualista elitista, capitalista, só queria ser feliz, cara.

Eu

Não privo ninguém de me conhecer, nem coloco censura no que digo ou faço.

Sempre deixei aberta à porta do meu coração e da minha mente para quem quer que quiser entrar.

Deixo tudo fácil, na espera de uma boa companhia para dividir histórias e experiências. Rir, chorar - que seja.

Não dificulto nada, não faço com que você se esforce. Eu gosto é de conhecer, de descobrir cada coisa no meu ritmo. Rápido, é o que dizem. Mas eu tenho sede de viver, de sentir. Não perco tempo criando quebra-cabeças sem solução para me conhecerem. É desperdício de tempo.

E tempo, é precioso demais para ser jogado fora assim.